A meio ano das eleições europeias receia-se abstenção dos portugueses
- Carolina Bastos Pereira
- 3 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de jan. de 2024
A abstenção portuguesa atinge sempre o seu auge nas europeias. Este ano, não se esperam melhores resultados. Mas porque é que os portugueses não vão às urnas nestas eleições?
O Dia de Portugal em 2024 traz consigo, perante a impotência do Secretário de Estado para os Assuntos Europeus, uma data vizinha: as eleições europeias, a realizar entre 6 e 9 de junho.
Os esforços levados a cabo pelos representantes portugueses para a alteração da data, com uma inconveniente proximidade ao feriado nacional (em que os portugueses podem aproveitar para ir de férias), foram vãos, face à preferência dos restantes Estados-membros.
A meio ano das eleições com menos adesão em Portugal, será de esperar que a elevada abstenção se mantenha?
Em maio, António Costa garantiu estar a ser aperfeiçoado "o sistema de voto em mobilidade, que já foi utilizado em modo experimental em outras eleições". Apesar da flexibilidade, o Primeiro-Ministro e o Secretário de Estado não escondem, ainda assim, preocupação face à proximidade com o 10 de junho.
No entanto, a adesão às urnas em Portugal continua, ao longo dos anos, a mostrar-se inferior à média dos restantes cidadãos europeus. Mas onde está o motivo?
Ao olhar para a sondagem realizada depois das eleições de 2019, conclui-se que as três principais causas da abstenção indicadas pelos portugueses são motivos de desinteresse político ou pouca informação sobre o tema.
Para além disso, poucos foram os portugueses que indicaram como motivo de abstenção assuntos pontuais como doença ou impossibilidade de se deslocar à urna.
Apesar de tudo, a elevada abstenção dos portugueses não traduz um desagrado perante a integração de Portugal na União Europeia, tendo 85% dos portugueses respondido que a entrada na UE beneficiou o país.
Desta forma, percebe-se que que os portugueses, embora considerem a participação na UE uma "coisa boa", não têm interesse político suficiente para se deslocarem às urnas: a Europa é secundarizada pelo eleitorado português.
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