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COP28: um "acordo histórico" para a transição dos combustíveis fósseis

  • Foto do escritor: Carolina Bastos Pereira
    Carolina Bastos Pereira
  • 16 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jan. de 2024

A COP28 deu por terminada na manhã de 13 de dezembro, tendo atrasado quase um dia. Em causa, estava não o habitual "compromisso" ambiental, mas a transição efetiva dos combustíveis fósseis, que levantou discórdias, mas culminou no primeiro acordo desse tipo.

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A COP28 chegou ao fim a 13 de dezembro, após o atraso de quase um dia. Foto: Amr Alfiky/REUTERS

Ao longo de duas semanas, no Dubai, foram discutidas, como é habitual há três décadas, medidas para o combate às alterações climáticas por quase 200 países. O resultado de uma discussão que se estendeu até à madrugada foi um acordo que decreta uma "transição" para o abandono dos combustíveis fósseis.


O "Global Stocktake" tem por vista evitar o aumento da temperatura mais de um grau e meio acima dos níveis pré-industriais. A medida vai, então, de encontro ao Acordo de Paris, com quase 10 anos, onde se estabeleceu "limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius".


O atraso de várias horas na publicação do texto prendeu-se com a discórdia gerada após a publicação da versão preliminar, que foi alvo de críticas devido à falta de referência dos combustíveis fósseis, os principais emissores de gases com efeito estufa. Esta versão referia apenas o compromisso de "reduzir tanto o consumo como a produção de combustíveis fósseis, de forma justa, ordenada e equitativa".


Existem, ainda, sete outras medidas para a redução da emissão de gases com efeito estufa registadas no texto final, que passam por triplicar o uso das energias renováveis, com o objetivo de deixar o petróleo, o gás e o carvão, que constituem 80% das energias atualmente utilizadas.


Apesar do "acordo histórico", como lhe chamou Marcelo Rebelo de Sousa, que louvou ainda "a importância da aprovação, pelas partes, dos objetivos, propostos pela União Europeia, de triplicar as energias renováveis e duplicar a eficiência energética até 2030", houve já dissidências.



Na verdade, foi o próprio presidente da COP28, o sultão Ahmed Al Jaber, que admitiu, dois dias depois do término da Conferência, que vai continuar a apostar em combustíveis fósseis "com baixo teor de carbono", já que "o mundo precisa" delas.


O sultão confessou ao The Guardian que a Adnoc, a petrolífera nacional dos Emirados Árabes Unidos, da qual é o CEO, tinha de satisfazer a procura por combustíveis fósseis. "Continuaremos a agir como um fornecedor responsável e confiável de energia de baixo carbono", afirmou.

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