Crise não para o Natal: 2023 teve mais presentes e mesas mais cheias em Portugal
- Carolina Bastos Pereira
- 28 de dez. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de jan. de 2024
A corrida às compras neste Natal aumentou em 10% os gastos dos portugueses, mas não foi só em moda e presentes - também nos supermercados e restaurantes se consumiu mais, apesar do aumento nos preços.
A inflação fez subir os preços, disso não há dúvidas. Mas não foi por o valor dos produtos ter aumentado que os portugueses gastaram mais: entre os dias 1 e 20 de dezembro, as transações com cartão subiram 14% face a 2022, e a faturação das lojas aumentou em 10%.
Os dados foram fornecidos pela REDUNIQ Insights, e foram divulgados pela rede UNICRE ao Diário de Notícias, dona de cerca de 70% do mercado de cartões de pagamento.
Apesar de terem gasto menos menos 4% - 1,36 euros - do que no ano anterior em cada artigo nas compras com cartões - cerca de 34 euros, em média, face aos quase 36 do ano passado -, os portugueses compraram mais artigos, o que resultou numa maior faturação do comércio.
O aumento fez-se sentir em especial nos distritos de Bragança, que atingiu os 19%, Portalegre (18%) e Viana do Castelo, bem como no arquipélago dos Açores (os dois últimos com um aumento de 14%).
Nos supermercados, a inflação foi posta de parte pelos portugueses, que rechearam as mesas de Natal, e dedicaram-lhes 34% dos gastos. Já na moda, a faturação foi de 12%, e nos restaurantes 10% - o setor que mais cresceu, cerca de 18% face ao ano anterior.
Os portugueses decidiram também fazer as compras mais cedo: nos dias 1, 5, 8 e 13 de dezembro, a diferença face a 2022 é maior, tendo chegado aos 38% no primeiro dia do mês, ainda que já no ano anterior a maioria dos portugueses recebessem o subsídio de Natal no início do mês - tal como recebem agora.
Os planos eram outros, segundo inquérito
Apesar do aumento dos valores dispendidos pelos portugueses no mês de dezembro, um estudo - ainda sem disponibilidade online - levado a cabo pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) antes da época festiva mostrava que os portugueses planeavam gastar menos cerca de 5,5% (21 euros) em relação ao ano passado.
As famílias previam gastar, em média, 356 euros em compras, e 40,8% dos 560 inquiridos admitiram cortar em gastos no período natalício - e, destes, mais de 80% mostrou intenções de reduzir nas ornamentações e presentes para adultos -, o que contraria os dados da REDUNIQ.
Quando questionados sobre o subsídio de Natal, 2% admitiram planear dispendê-lo na totalidade em compras, enquanto um terço afirmou que ia gastar entre 11% e 25% e outro terço entre 26% e 50%.
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