Há muito Rock no Rio, Alive e Primavera: o que trazem os três grandes este ano?
- Carolina Bastos Pereira
- 17 de dez. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de jan. de 2024
Os cartazes dos três maiores festivais de música do país - em dimensão e investimento - parecem ter apostado a ficha do rock. E foi um all-in: em 2024, vamos poder ver e ouvir grandes nomes como Scorpions, Pearl Jam e PJ Harvey.

Começou este mês a corrida aos bilhetes diários dos festivais de verão. São mais de 100 mil pessoas a visitar anualmente cada um dos três maiores do país - Rock in Rio, NOS Alive e Primavera Sound. Ainda assim, e apesar da subida de preços, há sempre receio que esgote, e o rock foi pioneiro este ano.
Os primeiros a conquistar a proeza, ainda antes da época natalícia, foram os Pearl Jam, que atuam no NOS Alive no dia 13 de julho. Na verdade, parecem ser os fãs do "old school" que mais correm às bilheteiras, mais ainda do que os entusiastas de SZA ou Lana del Rey, que tem tido temas com cerca de 500 milhões de streams no Spotify.
Eddie Vedder, vocalista dos Pearl Jam, não atuava em Portugal desde 2019, e a banda de Seattle, considerada por muitos como o último reduto do grunge - a par de bandas como Foo Fighters ou Soundgarden - já não vinha ao país desde 2018, quando pisou o mesmo palco que agora revisita.
Os autores de grandes sucessos da década de 90, como "Alive", "Even Flow" ou "Last Kiss" esgotaram a data, mas ainda é possível ver o concerto: agora, só adquirindo um passe de dois dias, no valor de 170 euros, ou os gerais por 204 euros.
No entanto, há mais rock no Passeio Marítimo de Algés: também os britânicos Smashing Pumpkins são já da velha guarda, mas continuam a levar as sonoridades grunge, combinadas com um rock alternativo, aos palcos.
Com a saída do guitarrista, Jeff Schroeder, a banda é agora um trio, e é no dia 11 de julho que vai levar os fãs de êxitos como "1979" ou "Bullet With Butterfly Wings" a Algés. E mesmo no dia 12, quando a cabeça de cartaz é a artista pop Dua Lipa, o rock mantém-se representado por nomes como Larkin Poe.
No Rock in Rio, a toada é outra, mas semelhante: como o nome indica, o rock vai invadir o festival, mas só num dos dias, o primeiro - 15 de junho.
Os Evanescence trazem o goth metal - com temas como "Bring Me to Life", e os Scorpions são a cereja no topo do bolo para os metalheads: o hard rock já clássico da banda alemã é inconfundível, mas são baladas como "Wind of Change" as responsáveis pelo grande sucesso.
Ainda os Extreme, que nos anos 90 fizeram multidões ecoar "More Than Words", e os Xutos e Pontapés marcam presença numa noite dedicada exclusivamente ao rock. Nas restantes datas, é o pop que predomina, com nomes como Ed Sheeran, Calum Scott, Doja Cat e Camila Cabello.
Também no Primavera Sound Porto, o homónimo de Barcelona, que tinha já anunciado o cartaz, de onde a invicta tem por hábito "copiar" os cabeças de cartaz - este ano não foi exceção -, há rock "à moda antiga".
Os Pulp - que visitam o Porto a 8 de junho -, com um repertório iniciado já nos anos 70, não são "Common People", como cantam, mas sim uma banda cheia de história. Apostadores num indie rock que mais se enquadra no pop, foram os fundadores no Reino Unido daquilo a que se chama o britpop, movimento dos anos 90 que contou com a adesão de nomes como os Blur ou os Oasis, e que consiste num pop ligeiro, em oposição ao grunge pesado.
O cartaz do maior festival do Porto (e do país, a nível de área), está pontilhado por diversos nomes que têm carimbado a cena do rock, como Mitski ou os indie/punk The National, mas PJ Harvey tem um destaque especial no dia 6 de junho.
Cabeça de cartaz, dona de sucessos como "Down by the Water" ou "To Bring You My Love", a artista é considerada um ícone dos anos 90, não apenas pela aposta num rock experimental que influenciou outros músicos, mas pelos longos anos de carreira, que a trazem agora a um público português para dar o que ele parece querer: muito rock.
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