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Jornal "Público" foi o grande vencedor dos prémios ObCiber

  • Foto do escritor: Carolina Bastos Pereira
    Carolina Bastos Pereira
  • 30 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jan. de 2024

Teve lugar na terça feira, 28 de novembro, a oitava jornada da ObCiber, na Faculdade de Letras do Porto. Com enfoque num habitual debate sobre o futuro do ciberjornalismo, a sessão terminou com uma entrega de prémios, da qual o "Público" saiu o principal vencedor.

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O Observatório do Jornalismo foi criado há 15 anos. Foto: ObCiber Arquivos/JPN

"O Público está onde os nossos leitores estão, estamos cá para construir pontes e quebrar barreiras". Foram as palavras de Rúben Martins, autor e editor de podcasts do jornal "Público", ao receber o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo do ObCiber.


O Observatório de Ciberjornalismo atribuiu ainda mais sete galardões, relativos a diferentes categorias do online, como Ciberjornalismo Académico, Narrativa Multimédia, Infografia Digital o Última Hora.


O "Público" foi, ainda, o jornal mais distinguido na cerimónia, tendo recebido três prémios (mais três atribuídos pelo público) - Infografia Digital, Narrativa Multimédia e Excelência Geral -, seguido pelo "Observador", com dois (e dois prémios do público) - Narrativa Sonora Digital e Última Hora.


Também o jornal académico da Universidade do Minho, o "ComUM", o "Mensagem de Lisboa" e o "Expresso" receberam honras nas temáticas, respetivamente, de ciberjornalismo académico, de proximidade e escolha do público em Última Hora.


O futuro é para a frente, mas o que deixa para trás?

Num debate moderado por Ana Isabel Reis, os intervienientes, Catarina Carvalho, diretora do "Mensagem de Lisboa", Rúben Martins, editor de podcasts do "Público", Teresa Abecassis, editora de multimédia do "Observador" e Marta Rodrigues, editoria do "ComUM", discutiram o futuro do jornalismo e do digital, e a ligação cada vez mais estreita entre os dois.


Na verdade, para Catarina Carvalho, a distinção entre ciberjornalismo e jornalismo é cada vez mais ténue, já que a venda de jornais físicos está a decair vertiginosamente. No entanto, acrescentou que não é só nos sites onde se faz o jornalismo online: "se as pessoas estão nas redes sociais", é aí que leem também as notícias.


No entanto, não deixam de existir obstáculos, como aponta Rúben Martins, já que se "perde muito tempo com os novos formatos", como a infografia ou o podcast, que implicam recursos mais avançados e mais dedicação.


Apesar de tudo, Marta Rodrigues, que escreve para um jornal académico, denota que, apesar do excesso de informação presente nas redes sociais, o ciberjonalismo "é mais próximo dos jovens e mais acessível e fácil para se informarem".


A ideia partilhada por todos foi, no entanto, a de que o digital não tirou qualidade ao jornalismo, mas apresenta-lhe novos obstáculos, já que "o jornalismo é um dos alvos fundamentais do populismo [proliferando-se as fake news], porque quanto mais o jornalismo for atacável mais a sociedade civil perde força", comenta a diretora da "Mensagem de Lisboa".


No entanto, garante ainda, o papel do jornalista mantém-se o mesmo, apesar das dificuldades: "trabalhar por algo que as pessoas não estão dispostas a pagar – fazer notícias", e o digital veio para o " tornar mais fácil".









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