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"Uma perda para o país": JN manifesta-se contra despedimento coletivo

  • Foto do escritor: Carolina Bastos Pereira
    Carolina Bastos Pereira
  • 7 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jan. de 2024

Esta quinta feira (7), em frente à Câmara Municipal do Porto, dezenas de jornalistas do "Jornal de Notícias" manifestaram-se contra o despedimento coletivo decretado pelo Global Media Group.

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Os protestos decorreram de manhã e de tarde, com uma marcha desde a antiga sede até à Câmara. Foto: Carolina Bastos Pereira

Está a chover junto à porta da Câmara Municipal do Porto, mas nem assim os cercas de 60 jornalistas baixam os cartazes com que se protestam contra a Global Media Group (GMG), empresa dententora de títulos como o "JN", "Diário de Notícias", "TSF" ou o "Jogo".


Em causa está o despedimento coletivo de cerca de metade da redação do Jornal de Notícias, o único jornal nacional com sede no norte do país. O diário, fundado em 1888, conta com 90 jornalistas no Porto, 11 em Lisboa e, segundo a delegada sindical, Rita Salcedas "dá lucro".


No entanto, não é só o Jornal de Notícias que vai sofrer "processos de reestruturação", mas também os restantes órgãos de comunicação social que pertencem à GMG. O responsável pelos cortes será um fundo financeiro, o World Opportunity Fund, sediado nas Bahamas, que adquiriu mais de metade da GMG.


Rita Salcedas escreve para o JN há 7 anos, e explicou ao VÉRTICE que quando "entram fundos financeiros nas estruturas acionistas dos grupos de comunicação social há processos de reestruturação que não são mais que despedimentos, que foi o que aconteceu com "A Bola" e agora com o JN".


A delegada sindical contou ainda que as manifestações dos trabalhadores pretendem "dar visibilidade" ao problema em causa. "Criámos um Instagram, um Facebook, um site, onde estamos a recolher vários depoimentos de figuras da área politica, cultural, social e pessoas que têm histórias com o JN". No site, há também uma petição, já assinada por mais de 6 mil pessoas.

 

"Se avançar este despedimento, será o fim do JN como o conhecemos", o que vai constituir "uma grande perda para o país" lamentou a jornalista, que contou ainda que o subsídio de Natal, que devia ter sido pago até esse mesmo dia, ainda não tinha sido recebido.


A GMG terá comunicado aos trabalhadores na quarta feira (6) que esse mesmo subsídio seria pago eu duodécimos, o que, segundo Rita Salcedas, "é absolutamente ilegal, já pedimos o parecer jurídico e essa decisão nunca pode partir de uma decisão unilateral".


De manhã, o JN entregou, na Câmara, um manifesto ao Governo, já que o Conselho de Ministros se realizou no Porto, às 9 da manhã. O Ministro da Cultura, Pedor Adão e Silva, recebeu o manifesto e declarou estar disposto a reunir com representantes da GMG noutra data. Também Rui Moreira marcou presença na manifestação, onde dialogou com os jornalistas.


Esta não foi a primeira vez em que a redação do "Jornal de Notícias" saiu à rua para manifefstar: já em julho, quando foram obrigados a sair da sede centenária, os trabalhadores exibiram cartazes e protestaram contra a mudança para a Prelada, onde agora se encontram.







 
 
 

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