UNIR: "novos" autocarros do Porto recebem críticas na semana de estreia
- Carolina Bastos Pereira
- 7 de dez. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de jan. de 2024
A nova companhia de autocarros UNIR, contratada pela AMP (Área Metropolitana do Porto) chegou no dia 1 de dezembro, mas tem sido criticada nas redes sociais. Os utilizadores queixam-se de atrasos de mais de uma hora e horários não afixados.

7h21 de uma segunda feira, em Paredes, no concelho de Valongo. Maria Rocha espera na paragem de autocarros desde as 6h55. Tem aulas na Universidade, no Porto, às 8h30, e vai ter de faltar à primeira: "era suposto terem passado já três".
Quando finalmente aparece o veículo, vem cheio, não entram mais pessoas, e Maria tem de ir de comboio para a Universidade. Para além disso, queixa-se de que "os horários estão disponibilizados em PDF, mas esta zona tinha quase 50 documentos, o que dificulta a pesquisa, "principalmente a quem é mais velho".
São 40 os novos autocarros da AMP, que interligam 17 concelhos do Grande Porto em 439 linhas, substituindo toda a frota anteriormente utilizada - empresas como a Transdev, a Espírito Santo ou a Maré desapareceram do distrito.
Importados da escandinávia, muitos veículos, em vez do destino, trazem escrito "ej i trafik", que em sueco significa "não no trânsito".
Também Beatriz Basto tem usado a nova linha 8027, que apanha em Sebolido, e está descontente: "mal avistei o autocarro fiz sinal para ele parar, no entanto o motorista faz me apenas sinais de luzes e segue a marcha sem sequer parar".
No final do dia, "desde as 20:30h ate às 22:15h nenhum autocarro passou em Campanhã com destino a Sebolido e imensas pessoas, eu incluída ficamos sem forma de regressar".
Os horários disponibilizados são, por agora, exclusivamente em formato digital, e no dia do arraque da empresa "só foram publicados às 18h" conta Maria.
Muitos utilizadores queixam-se, ainda, de incumprimento, expressado quer nas paragens, quer nas redes sociais, onde circulam vídeos de filas de dezenas de pessoas que aguardam pelos autocarros.
Numa publicação no Facebook, o Município de Valongo justificou que "a AMP reportou que os problemas na nova rede de autocarros estão relacionados com os motoristas da empresa Alsa, contratada pela UNIR, que não estão a fazer alguns percursos" devido a "questões relacionadas com o horário de trabalho".
Beatriz Tavares, natural de Vila Nova de Gaia, considera também que "as coisas estão mal divulgadas". Para além disso, apesar de "não ter tido uma má experiência", já que o autocarro na paragem que frequenta "chegou a horas", acredita que "os números das linhas são muito difíceis de serem decorados", especialmente por idosos, já que são agora quatro dígitos.
Ao VÉRTICE, uma utilizadora fez chegar um vídeo onde se vê um autocarro da UNIR em contramão, fazendo marcha-atrás junto a uma rotunda. "Não sabem o caminho", comentam as entrevistadas.
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